Quanto custa um asilo

Morar em um asilo nem sempre é de graça como muitas pessoas imaginam. Algumas instituições municipais conseguem financiar todos os custos, mas nem sempre isso é possível e a família acaba ajudando. Mas o preço de um idoso ficar em um asilo é muito variável de cada cidade e região.

A maior parte dos asilos é pago com o valor da aposentadoria de um aposentado que costuma ser de um salário mínimo. Ou ás vezes nem chega a ser o valor total, mas uma parte. Outra questão, é que não são muitos asilos públicos que existem no Brasil para quantidade de idosos que vivem no país.

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Planejamento financeiro é importante para morar em uma casa de repouso

Pesquisa sobre asilos

Para se ter uma dimensão do assunto, vale a pena explorar a pesquisa feita em 2011 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Esta mostrou que a  maior parte das instituições para idosos são filantrópicas (65,2%), 28,2% são privadas e apenas 6,6% são públicas. Outro dado apontado é que o Brasil tem apenas 218 asilos públicos (o que pode ter aumentado até a data presente).

Dos números de instituições, a maioria se concentra na região sudeste, sendo que 71% dos municípios não tem nenhum centro o que também trás preocupação, principalmente ao fato da estrutura familiar ter mudado. Antigamente as mulheres não trabalham e eram elas as responsáveis por cuidar do idoso. Hoje com a mulher no mercado de trabalho, tudo muda e este idoso precisa ficar em algum lugar, diziam alguns pesquisadores que fizeram a pesquisa no período.

Quanto custa manter um idoso no asilo?

Os dados são bem relativos. Mas nesta pesquisa feito pelo Impea em 2011 dá para se ter uma ideia. Cada idoso custava ao asilo o valor de R$ 750,00 em asilos filantrópicos, sendo que a aposentadoria era R$ 545,00. Na época, cada idoso contribuía com 380,00, o restante do valor era coberto pelos asilos.

Os custos com asilos podem até passar despercebidos quando não colocamos no papel todos os gastos diários e mensais. São necessários uma equipe de profissionais, desde um enfermeiro, cuidador, cozinheiro até o responsável pelos serviços gerais.

Há ainda custos com alimentação, como café da manhã, lanche matinal, almoço, lanche vespertino, jantar e ceia. Sendo que dependendo do asilo, são 200 idosos morando em cidades maiores como São Paulo. E não podemos esquecer-nos da higiene pessoal, gastos com sabonetes, creme dental, xampu, fraldas geriátricas, roupa de cama e pessoal. E sem esquecer-se da medicação que também não é barata.

Ao tudo, os gastos não são baratos e se multiplicados pela quantidade de idosos morando no asilo, acabam se tornando caros. Isso faz com que muitos asilos estejam em condições precárias e não é por menos. Nem sempre o valor repassado pela prefeitura é o suficiente, o que deixa estes idosos também em uma situação mais vulnerável.

Abandono de idosos

Outra questão que também preocupa as instituições municipais é o abandono de idosos que tem acontecido pelo país. Eles são abandonados em hospitais e asilos, e muitos acabam até morando na rua, como tem ocorrido em Salvador (BA). Outro dado é sobre idosos que não recebem visitas em asilos públicos, aproximadamente 30%.

Nestes casos, a relação é completamente rompida com seus filhos e familiares. E em relação à afetividade não há o que se fazer garantem os profissionais. O mesmo pode acontecer também na própria casa do idoso, aonde ela também pode ser ‘abandonado’, quando fica sem carinho e atenção.

Dessa forma ao falar sobre asilo é algo bem complicado. Por mais que o estatuto do idoso garante a ele moradia é praticamente impossível o governo conceder a cada idoso um espaço para morar, é necessário a ação de muitas políticas públicas que devem iniciar-se pelas crianças.

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